Rústico Leilton Lima
Não há disfarces na carícia das minhas mãos calejadas sobre tua pele de nuvem. É uma verdade rude, esses dedos trêmulos que tocam teu rosto seda de moça bonita. Meu coração matuto não sabe meias-paixões, meios-amores. Não conhece atalhos para os sonhos, como tu. Só sabe ser assim sempre. Então não estranhes esse amor inlapidado que te quer. Que te exige toda, como se tivesse esse direito.
Ele é pedra preciosa, ainda tosca, vivendo no aconchego da terra. É pássaro do lago florido, Que não acha graça na piscina. É flor do mato de beleza agreste. Aberta. Indefesa diante dos teus labirintos e subterfúgios e subterrâneos.
Escrito por Leilton Lima às 09h19
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